por que será o meu canto sempre um lamento,
sempre um querer dizer a coisa própria que me silencia
como se quisesse virar pelo avesso, inverter interno e externo
ver-me de fora exposto, nu, inteiro, vazio, terra e sonhos
sob lupa científica, definitiva e precisa
e depois tornar a ser esse que agora escreve
alma e carne, idéia e desejo
com uma sutil diferença, a saber
um caminho, uma luz, um absoluto.

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